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Ainda é vantagem financiar um imóvel mesmo com o aumento da SELIC?

Especialistas dizem que a oportunidade para adquirir um imóvel financiado ainda é vantajosa neste ano, já que a partir do ano que vem a oferta de crédito pode ficar mais restrita.
08/11/2021
Fonte: Valor Investe
Apesar do momento de maior pressão para as finanças pessoais, com a elevação para 7,75% da taxa básica de juros (Selic), os especialistas do setor dizem que a janela de oportunidade para adquirir um imóvel financiado ainda é vantajosa no ano de 2021, já que a partir do próximo ano a oferta de crédito pode ficar mais restrita.
 
A taxa de referência dos juros no Brasil, usada como base para investimentos de renda fixa e operações de crédito como o financiamento de imóveis, registra alta desde março, tendo saído de 2% para os atuais 7,75%, com o aviso de que deve chegar a 9,25% em dezembro. Ainda assim, o preço dos imóveis têm se mantido atrativos ao ponto de levar o consumidor a enfrentar a Selic maior.
 
A Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) sinaliza que, de janeiro a setembro, o montante total de financiamentos foi de R$ 154,7 bilhões — um crescimento de 96,3% em comparação ao mesmo período do último ano.  O "problema" do atual cenário para o investidor está no valor fixado para a primeira parcela de quitação do contrato de compra. Num contrato médio, a cada 1% de aumento nas taxas de juros dos financiamentos, por exemplo, o impacto na primeira parcela mensal é de aproximadamente R$ 240, exigindo cerca de R$ 800 a mais de renda comprovada.
 
Apesar da alta da Selic beneficiar as negociações à vista, a opção de financiamento pode ser interessante para quem tem condições de alocar o capital em outros canais de rendimentos, como títulos atrelados à inflação que despontam como a melhor oportunidade entre as opções de renda fixa.
 
Para quem já tem contratos em andamento, o pedido de portabilidade do empréstimo (para um banco que cobre menos juros) deve ser analisado especialmente nos casos em que as taxas assumidas estão em torno de 12% ao ano.
 
E embora muitos vejam o cenário ainda como favorável, há uma alerta de que ele pode não durar para sempre. Com os bancos reajustando a projeção da inflação e crescimento para 2022, é esperado que o crédito imobiliário fique mais restrito.
Se a Selic subir para 10%, o que deve ocorrer no início de 2002, a TR (taxa referencial) passará a ser positiva e começará a impactar a parcela do financiamento. Estes fatores precisam ser levados em consideração.
 
Fonte: Valor Investe